• Karina Rebelo

Gratidão: Amor, fé e força

Apesar de a gratidão ser algo inato à experiência humano, apenas recentemente, com o emergir da Psicologia Positiva, se tornou alvo de interesse e de investigação científica. Esta última tem vindo a provar a existência de relações positivas entre a gratidão, o bem-estar e a qualidade das relações interpessoais.


Um dos exercícios realizados e empiricamente validados que visa melhorar o bem-estar é a carta de gratidão (Seligman, 2008; Park et al., 2005). Devido à importância da gratidão, torna-se relevante perceber de que forma e em que medida esta atividade afeta a vida, as relações e o bem-estar das pessoas que a realizam.


Esta corrente da psicologia foca-se assim nos aspectos saudáveis e agradáveis da vida ao estudar as emoções e experiências humanas positivas, por oposição às patologias e fraquezas. De acordo com Seligman (2008) os resultados que a psicologia positiva procura alcançar são a felicidade e o bem-estar. As emoções positivas proporcionam uma amplificação dos modos de pensar e de agir dos indivíduos, o que por seu turno permite um crescimento contínuo em direção ao funcionamento melhor e a um melhorado bem-estar emocional. É através da experiência de emoções positivas que os indivíduos se podem transformar, tornando-se mais criativos, conhecedores, resilientes, socialmente integrados e saudáveis (Fredrickson, 2004).


O que é a gratidão em definição? “A palavra gratidão deriva do latim gratia, que significa "favor", e gratus, que significa "agradar"”. Todas as derivações da palavra estão relacionadas com a bondade, a beleza de dar e receber, de partilhar, de ser gentil, generoso, de retribuir. A gratidão tem sido descrita de diversos modos, quer como emoção, estado de espírito, virtude moral, traço de personalidade, hábito, forma de coping ou, tão simplesmente, como modo de estar na vida (Emmons, 2009).


Há por isso três condições que potenciam a experiência de gratidão. Uma delas é a valorização do que se recebe, sendo que quanto mais importante for para o receptor, mais facilmente este sentirá gratidão. Em segundo lugar, o reconhecimento da existência de alguém que intencionalmente nos proporcionou algo bom e positivo também ajuda a facilitar o sentir-se grato. E, por fim, quanto maior for a sensação de que a dádiva oferecida não tem qualquer razão de ser, e se trata de um gesto em que não há qualquer tipo de interesse ou objetivo de obtenção de algo em troca, mais provável se torna o sentimento de gratidão (Barlett & DeSteno, 2006; Emmons & Shelton, 2005).


As pessoas gratas são capazes de dar mais valor aos ganhos imateriais, não residindo por isso a sua felicidade nos bens materiais. Segundo Maslow, a habilidade para experienciar e expressar gratidão é essencial para a saúde emocional, e a vida pode ser melhorada se formos capazes de contar as nossas bênçãos (Emmons & Shelton, 2005).

Uma vez que os níveis de felicidade são influenciados em 50% pelo seu nível basal, 10% pelas circunstâncias e 40% por atividades intencionais (figura da Epigenética), o exercício da gratidão poderá então ser estimulado, transformando-se num elemento indispensável da felicidade (Emmons, 2009). Também a depressão se encontra relacionada com a gratidão, mas, ao contrário do que acontece com a felicidade, a depressão é inversamente proporcional à gratidão.


As pessoas gratas demonstram uma tendência maior para evocarem lembranças positivas, ao passo que pessoas deprimidas tendem a recordar-se mais das lembranças e acontecimentos de vida negativos. Neste sentido o exercício frequente da gratidão poderia ajudar a prevenir a depressão, na medida em que adota a capacidade de notarem e reconhecerem os aspectos positivos da vida, dando-lhes também maior importância e ênfase comparativamente aos aspectos negativos. Para além disso, as emoções positivas permitem ampliar as capacidades mentais, proporcionando recursos internos estáveis aos quais se pode recorrer em momentos que assim o exijam (negativos). A gratidão permite deste modo construir recursos psicológicos, sociais e espirituais que engrandecem consideravelmente o bem-estar.


Não compre o que não é seu, por exemplo: não compre o mal o humor do outro, não se deixe envolver pelo negativismo do outro. Pessoas positivas focam nos seus propósitos, no que as move, no que as faz sorrir e todos os dias continuar, apesar de todas as adversidades.


Dica 1: Faça o seu Diário de Gratidão

Os diários de gratidão permitem que as pessoas se sintam mais próximas e de algum modo mais ligadas aos outros. Mostram-se mais disponíveis para ajudá-los e são vistas dentro da sua rede social como sendo mais úteis. Aqueles que lhes são mais próximos revelam que parecem mais felizes e consideram a sua companhia mais encantadora. As pessoas gratas têm também melhores relacionamentos, mais estáveis e resistentes, estando menos isoladas, até porque de alguma forma, buscam encontrar possibilidades, alternativas, o que é possível, reclamando mais e sendo mais atuante nas suas escolhas de evoluir.


O “diário de gratidão” pressupõe o reconhecimento e registo das bênçãos que se possuem. O registo diário, a qualquer hora do dia, permite aumentar a consciência das fontes de bondade existentes. Ao pensar sobre o que nos foi oferecido, podemos dividi-lo em várias partes e analisá-las individualmente, o que o tornará mais rico emocionalmente.


Dica 2: O Pote da Gratidão

Todos os dias coloque ali as suas bençãos, o que é grato. E sempre que o pessimismo bater à porta, recorra ao pote e abra um dos papéis e veja que tem muito a ser grato, e que viver vale a pena!


Muitas outras ações e mudanças de hábitos podem ser adotadas para que este sentimento de bem-estar e felicidade possa ser cultivado na sua caminhada, desde bons hábitos pela manhã, uma alimentação equilibrada, exercícios físicos, faça a sua vida ter sentido, significado, e um mundo novo se abrirá de possibilidades!













Foto: Debby Hudson on Unsplash

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